segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dez comidas prontas ideais para grávidas e cinco a serem evitadas

Um dos luxos da vida moderna é poder comprar comida pronta e gostosa. O único problema é que muitas vezes elas estão cheias de conservantes e ingredientes que é melhor evitar durante a gravidez. Mas existem comidinhas rápidas e convenientes que são saudáveis de verdade, para aquelas ocasiões em que você precisa matar na hora aquela fome repentina e radical, que vem do nada.

Leia abaixo dez comidas prontas e gostosas para grávidas (e cinco a ser evitadas):

Fast food saudável

1. Salada de fruta e porções individuais de fruta prontas para o consumo, vendidas em supermercados. Prefira saladas de frutas sem açúcar.

2. Leite de soja ou suco com soja em caixinha. Carregue uma embalagem do seu sabor preferido na bolsa. Dependendo do tipo, uma embalagem já supre até um terço das suas necessidades diárias de vitamina D e cálcio durante a gravidez. Confira os dados nutricionais na embalagem para ter certeza de que o produto contém cálcio. Leites com chocolate de caixinha também valem, mas não abuse, porque eles podem ter açúcar demais.

3. Uva passa. Um punhado de 30 gramas fornece 2 gramas de fibra, 4 por cento da quantidade diária recomendada de ferro e até 1 grama de proteína.

4. Iogurte natural. Esse alimento clássico e conveniente pode fornecer até 25 por cento da sua necessidade diária de cálcio, além de proteína, fibra e várias outras vitaminas e sais minerais. Vale tomar com colher ou de beber. Você também pode bater com frutas, para variar o gosto.

5. Misturinha de cereal, amêndoas e frutas secas. Misture algum tipo de cereal com amêndoas ou castanhas de caju e passas ou a fruta seca de que mais gostar, e mantenha um saquinho no carro, por exemplo, ou na bolsa, para um lanchinho crocante e nutritivo que pode ser feito em qualquer lugar.

6. Bufê de saladas. Aproveite ao máximo essa opção nos restaurantes, em especial nos "quilos", e sirva-se de verduras, legumes e até frutas. Boas opções são espinafre, cenoura, tomate, erva-doce, pepino, abobrinha. O grão-de-bico é uma ótima fonte de proteína.

7. Palitinhos de cenoura. A cenoura contém bastante vitamina A e fibras. Você pode preparar seus palitinhos de cenoura em casa e carregá-los durante o dia, ou então comprar saquinhos de cenouras baby no supermercado. Outra opção é refogá-las no jantar com outras verduras, como brócolis, couve-flor e espinafre (que podem ser encontrados em alguns supermercados já lavados e congelados, para economizar seu tempo).

8. Queijo. Tenha sempre na geladeira mussarela em nozinhos ou palitinhos, bolinhas de mussarela de búfala ou potinhos de queijo cottage, o que preferir. Se achar versões light, com menos gordura, melhor. O queijo é rico em cálcio e possui alguma proteína. E, desde que você não vá passar o dia inteiro fora num clima muito quente, dá para carregar um pouco na bolsa para o lanchinho da manhã, por exemplo. Só tome cuidado com queijos tipo frescal e queijo coalho, que podem ser feitos com leite não-pasteurizado. Queijos com fungos, como gorgonzola, brie e roquefort, também não são aconselháveis.

9. Sucos naturais. Em qualquer esquina você consegue encontrar um suco de laranja fresquinho, feito na hora. Varie os sabores pedindo para acrescentar acerola, mamão ou cenoura, ou o que você gostar mais. Sucos feitos com a própria fruta são mais nutritivos que os feitos com polpa congelada, portanto não deixe de perguntar como eles são feitos e prefira os frescos.

10. Cereal matinal. Prefira os que não são doces. Às vezes eles são vendidos em embalagens individuais. Senão, compre um pacote grande, abra, ponha uma porção num potinho bem fechado e leve para o trabalho. Vai ser ótimo encontrar alguma coisa para comer na hora da fila do banco ou na sala de espera do médico. Quase todos os cereais matinais são enriquecidos com ferro e vitaminas.

Comidas pouco nutritivas

1. Macarrão instantâneo tipo lámen. Esse tipo de macarrão é prático, mas tem muito sal e muita gordura, e praticamente mais nada.

2. Refrigerante. Rico nas chamadas "calorias vazias". Prefira tomar sucos, água com gás com limão ou até um copo de leite.

3. Sopas de saquinho. Apesar de serem rápidas de preparar, elas possuem quantidades astronômicas de sal. Experimente um dia fazer um caldo de frango cozinhando a carcaça de um frango assado, por exemplo, com pedaços de cenoura, cebola e salsão. Congele em pequenas porções e depois é só esquentar, misturar arroz, macarrãozinho ou legumes para uma sopa mais nutritiva e quase tão prática quanto a instantânea.

4. Comidas congeladas industrializadas. Elas costumam ter muitos conservantes, gordura e sal. Procure rotisserias com produtos mais caseiros congelados, ou então leia com atenção a embalagem em busca das opções com menos sal e gordura.

5. Alface americana. Não é que ela faça mal, mas, já que é para comer salada, escolha folhas mais verdes. Até outros tipos de alface, como a romana, têm muito mais fibra, vitaminas, ácido fólico, cálcio e potássio. A alface americana é feita praticamente só de água.

As recomendações deste artigo são de Heidi Reichenberger, representante da American Dietetic Association, e de Elizabeth Somer, nutricionista e autora dos livros Nutrition for a healthy pregnancy: The complete guide to eating before, during and after your pregnancy, e de 10 armadilhas que detonam a dieta de uma mulher (editora Gente).
Fonte: BabyCenter

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Docinhos para festa: Beijinho

Todo mundo conhece esse tradicional docinho de festa, e aqui vão algumas ideias criativas para inovar com essa delícia super prática e econômica:

Beijinho de leite condensadoIngredientes:
1 lata leite condensado
1 gema passada na peneira
2 xícaras de açúcar de confeiteiro
9 a 10 colheres (sopa) de leite de coco
2 xícara de leite em pó
coco ralado

Modo de preparo:
Leve o leite condensado e a gema ao fogo, misturando até soltar do fundo e da lateral da panela. Junte o açúcar de confeiteiro e o leite em pó, e por último, adicione o leite de coco aos poucos. Deixe esfriar, modele os docinhos e passe-os em coco ralado.

Beijinho de leite em pó
Ingredientes:
2 xícaras de leite em pó
1 xícaras de açúcar de confeiteiro
1/2 vidro pequeno de leite de coco aproximadamente
cravo da índia para decorar

Modo de preparo:
Misture os ingredientes secos e, a seguir, adicione aos poucos o leite de coco até dar um ponto firme na massa. Faça bolinhas ou rolinhos e modele os docinhos, decorando cada um com um com cravo da índia.


Variações:

- Recheie as bolinhas com uvas, passas, pedacinhos de coco, de chocolate, etc.
- Use corante vegetal comestível de cores variadas para colorir as massas

Use sua criatividade e modele os docinhos em formatos variados, tornando o visual da festa ainda mais atrativo:

- Modele pequenas porções de massa já colorida no formato de frutinhas, como maçã, pêra, banana, laranja, etc.

-  Transforme o beijinho em um ursinho: use confeitos tipo confete como orelhas, e faça os olhos e a boca com bolinhas ou granulado comestíveis.

- Centopéia: faça pequenas bolinhas e vá juntando uma na outra, formando o corpo. Para fazer a cabeça, coloque outra bolinha sobre a última. Para formar o rabinho e as antenas, utilize pistilo de flores.O rostinho deve ser desenhado com um pincel, usando chocolate em barra derretido ou corante comestível.

- Caracol: para o corpo, pegue um pedaço de massa, dê um formato alongado, deixe mais fino em uma das pontas para formar a cauda e mais arredondado do outro lado para formar a cabeça. Complete o corpo fazendo uma bolinha achatada que deve ser encaixada entre a cabeça e a cauda. Pinte os olhos com chocolate em barra derretido e faça as antenas com pistilos.

- Pintinho: modele a massa colorida de amarelo, dando o formato do bichinho e decore o bico e os olhos, com anilina vermelha diluída em água.

- Patinho: modele o corpo com a massa branca e use massa amarela para o biquinho. Pinte os olhos com chocolate derretido ou corante vegetal comestível.

- Tartaruga: faça as perninhas e a cabeça com massa marrom. O casco deve ser feito com massa amarela clara. Use o fundo de uma caneta para deixar o casco marcado. Modele um chapéu para terminar o bichinho. Deixe secar por 6 horas. Pinte com o corante na cor desejada.

- Com forminhas: coloque uma porção de massa em forminhas de silicone, com o formato desejado, pressione no sentido contrário para retirar o docinho. Deixe secar por 6 horas.

- Com cortador: estenda a massa entre dois plásticos, ou em superfície lisa e seca polvilhada com açúcar de confeiteiro, com um rolo de massa, na espessura de 1 cm. Corte os docinhos com cortadores de biscoito no formato desejado. Deixe secar por cerca de 6 horas. Pinte com o corante a gosto.

- Dicas: enquanto modela, mantenha a massa do doce, sempre coberta, para evitar ressecamento. A massa deve descansar por 6 horas, antes de receber o corante, para que não fique ainda úmida e prejudique a pintura.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Etiqueta para crianças não é frescura!

Falar mastigando a comida não pode. Comer de boca aberta, nem pensar. Levantar no meio da refeição sem pedir licença está fora de cogitação. Ensinar seu filho como se comportar à mesa pode exigir paciência - e muita insistência - mas vale a pena. Quando crescer, ele terá desenvoltura para lidar com todo tipo de situação: de jantar romântico até almoço de negócios.

A idade da criança é o que vai determinar quando ensinar certas regras de etiqueta. O exemplo dos pais, mais uma vez, é o melhor caminho para esse aprendizado. 'Com a minha filha vale aquele ditado: casa de ferreiro, espeto de pau', conta Claudia Matarazzo, consultora em etiqueta e comportamento, chefe do cerimonial do governo de São Paulo e mãe de Valentina, 13 anos. 'Por mais que eu fale e mostre como se faz, ela insiste em apresentar um novo passo de sapateado no meio da refeição. Tudo porque meu marido é assim, ele canta, levanta da mesa e dança durante o jantar. Ele dá o mau exemplo.'

Albertina Costa Ruiz, professora de etiqueta também afirma que exemplo é tudo e diz que a família não deve deixar as boas maneiras para depois. 'Cada criança tem seu tempo, mas os pais devem mostrar como se faz, insistir para que adquira bons hábitos', diz. 'Não é questão de frescura, mas de educação.' Mas não transforme a hora da refeição em um momento tenso. As regras precisam ser introduzidas aos poucos e de acordo com a idade da criança. 'Se ela é pequena, deve ser a primeira a comer e, de preferência, seu prato vem pronto da cozinha', diz Albertina. 'Quando cresce, tem de aprender a esperar todos serem servidos para começar a refeição.' Ao lado, dicas das especialistas para que seu filho se comporte bem à mesa sem você perder a calma.

No restaurante
• A criança sempre deve ser servida primeiro
• Leve algum brinquedinho para que ela se distraia enquanto a comida não chega, até quando tiver 5 ou 6 anos. Depois, ela precisa aprender a esperar um pouco
• Não deixe para comer muito tarde, para que ela não fique irritada
• Se a criança se comportar mal no restaurante, não faça escândalo. Diga que,
em casa, terão uma conversa séria - ou vá embora
• Não coloque roupas cheias de babados e fitinhas na manga, porque ela poderá se sujar facilmente. Se isso ocorrer, dobre as mangas
• Prefira as mesas que ficam nos cantos, para evitar confusão em torno da criança

Até os 2 anos
• Nesta idade, a criança ainda se dispersa com muita facilidade e seu prato já deve ser levado pronto à mesa
• Mesmo sendo pequena, ela deve aprender que nem tudo pode ser comido com as mãos

Aos 3 anos
• Os pais podem começar a oferecer o garfo no lugar da colher
• Troque o prato infantil por um fundo
• Aproveite para ensiná-lo que não se deve ficar batendo os talheres na mesa

Aos 4 anos
• A faca, sem ponta, já pode ser oferecida. Comece estimulando seu filho a cortar alimentos moles, como batata
• Ensine-o a usar a faca, e não o dedinho, para empurrar a comida até o garfo

Aos 5 anos
• Quando a criança estiver usando o garfo com mais habilidade, deve-se substituir
o prato fundo pelo raso
• Com esta idade, ela já consegue ver a mesa de cima e não precisa mais de cadeirão

Aos 6 anos
• Troque o copo de plástico pelo de vidro, mas supervisione tudo para que não ocorra nenhum acidente
• Encha o copo apenas até a metade

Aos 7 anos
• Você já pode ensinar seu filho a colocar a mesa corretamente: facas do lado direito do prato, garfos do esquerdo, e assim vai...
• Ele também já estará apto a usar os talheres de peixe


fonte: revista Crescer

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

As papinhas mais gostosa do Brasil

A revista Crescer promoveu um concurso para escolher as receitas de papinhas mais gostosas do Brasil, todas com alto valor nutricional e sempre aproveitando ingredientes locais de cada região. Conheça as 5 vencedoras: 


Região Sudeste
Papinha de Quiabo
Ingredientes
1 ½ xícara (café) de acém em cubos
½ xícara (café) de quiabo
¼ xícara (café) de tomate
½ xícara (café) de inhame
½ xícara (café) de couve
2 colheres (sopa) de arroz
1 colher (sopa) de feijão cozido
1 pitada de sal, de cheiro-verde, de alho e de cebola
4 xícaras (chá) de água
1 colher (sobremesa) de óleo
Preparo
Em uma panela, coloque o óleo. Doure a cebola e o alho, em seguida refogue o quiabo. Acrescente a carne, o tomate, o inhame, a couve e o arroz e refogue bem. Ponha a água e o feijão, sal e cheiro-verde a gosto. Cozinhe em fogo médio, com a panela semiaberta, por aproximadamente 45 minutos. Em seguida, amasse com um garfo e sirva.

Região Sul
Polentinha saborosa
Ingredientes
4 colheres (sopa) de fubá
½ cenoura ralada
2 folhas de espinafre
¼ de tomate
1 filé de frango pequeno
1 pitada de sal
Preparo
Coloque o fubá em uma panelinha e vá mexendo até ficar um pouco torrado – isso faz com que o fubá cozinhe logo. Desligue e continue mexendo para esfriar um pouco. Acrescente água morna (o necessário para fazer um mingau), e dilua bem para não ficar com bolinhas. Retorne ao fogo, ponha a cenoura ralada, o tomate, o peito de frango e o sal. Deixe até que o frango e o fubá estejam bem cozidos. Desligue, coloque o espinafre e tampe por alguns minutos. Misture bem e, se quiser, retire as folhas. Quando servir, desfie o frango bem miudinho.

Região Nordeste
Papinha x-delícia
Ingredientes
1 xícara (chá) de cenoura
1 xícara (chá) de batata
1 xícara (chá) de chuchu
1 xícara (chá) de jerimum
1 xícara (chá) de chambaril (ossobuco)
1 colher (sopa) de cebola
½ colher (sopa) de alho
½ xícara (chá) de tomate
½ xícara (chá) de couve
1 gema de ovo
1 colher (sopa) de coentro
1 xícara (chá) de inhame
1 xícara (chá) de beterraba
Preparo
Refogue o alho com a cebola até dourar um pouco. Coloque a carne, doure e ponha o tomate e o coentro. Depois, acrescente os demais ingredientes (com exceção da gema) na mesma panela. Deixe no fogo até ficar macio. Quando estiver pronta, ponha a gema, espere cozinhar e misture. Sirva morninho. Além de ser supernutritiva, é rica em vitaminas.

Região Norte
Papinha de tucunaré ao molho de cenoura
Ingredientes
2 postas de filé de tucunaré
½ colher (sopa) de cebola em cubinho
½ colher (sopa) de tomate em cubinho
¼ de colher (sopa) de chicória cortada em tiras finas
1 colher (sopa) de couve cortada em tiras finas
1 xícara (chá) de cenoura cortada em rodelas
½ colher (sopa) de coentro
½ colher (sopa) de cebolinha
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 pitada de sal
1 limão
Preparo
Lave o filé do tucunaré com o suco de um limão e reserve. Em uma panela, ponha o azeite e vá acrescentando a cebola, o tomate, o coentro e a cebolinha. Coloque o filé e deixe refogar por 10 minutos em sua própria água. Em outro recipiente, ponha a cenoura em rodelas para cozinhar até amolecer e amasse. A seguir, acrescente o sal, o peixe e seu molho à papinha de cenoura. Junte a couve e a chicória. Mexa com uma colher devagar para misturar o molho do peixe com o da cenoura, tendo cuidado para não despedaçá-lo. Deixe ficar no fogo mais 10 minutos e bom apetite!

Região Centro-Oeste
Sopinha de inhame
Ingredientes
½ xícara (chá) de inhame
½ xícara (chá) de abóbora japonesa
½ xícara (chá) de tomate bem maduro
½ xícara (chá) de cebola pequena
½ xícara (chá) de cenoura
1/3 xícara (chá) de couve-flor
1 xícara (chá) de peito de frango desfiado
1 pitada de sal
Preparo
Corte o peito de frango em pedaços pequenos e refogue com o alho e o sal por 10 minutos. Pique em quadradrinhos menores a cenoura, a abóbora, o tomate (sem sementes), a cebola e o inhame, e coloque junto com o frango. Deixe cozinhar por mais 10 minutos. Separe as florzinhas da couve-flor e ponha na sopa, deixando ferver por mais 5 minutos.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Como conversar com seu filho sobre grandes tragédias

Quando há uma grande tragédia no noticiário ou perto de você, todo mundo fica abalado, inclusive as crianças pequenas, mesmo que não pareça.

É importante conversar com seus filhos sobre esses medos para que eles consigam se sentir seguros de novo, neste mundo cheio de incertezas. Veja algumas sugestões:


Procure desligar a TV e o rádio É compreensível que você queira se inteirar do que está acontecendo, mas não deixe que isso interfira no bem-estar do seu filho. Mesmo com crianças bem pequenas, os comentários constantes e as imagens de desastres e tragédias servem para alimentar o medo e a preocupação delas -- e os seus também.

Tente controlar suas próprias reações Quando os pais ficam assustados ou muito sensibilizados por uma notícia de tragédia, as crianças, mesmo as pequenas, acabam sentindo o mesmo medo. Você pode falar um pouco sobre o que está sentindo, mas com cuidado.

Transmita tranquilidade e segurança à criança, o tempo todo É muito importante que seu filho saiba que você fará tudo no mundo para protegê-lo. E às vezes é preciso deixar claro para ele que aquela tragédia está limitada a um lugar e a uma situação. Crianças bem pequenas não têm noção de localização e podem achar que o que viram na TV do outro lado do país aconteceu na esquina de casa.

Pode ser que seu filho faça uma pergunta para a qual você não possa dar uma resposta tranquilizadora. O que você pode fazer nesse caso é garantir a ele que todos os adultos que o cercam vão protegê-lo a qualquer custo, e que esse é o trabalho dos adultos: proteger as crianças. Isso vale para professores, parentes etc.

Seu filho precisa saber que tem um batalhão de guarda-costas particulares. Porque tem mesmo.

Diga ao seu filho que, além de tudo, há muita gente trabalhando duro para evitar que coisas ruins como aquela aconteçam.

Permita que seu filho faça perguntas Dá vontade de dizer apenas: "Está tudo bem, não se preocupe. Isso aconteceu bem longe da gente e nunca vai acontecer aqui". Mas ao dizer isso é muito provável que você não esteja tranquilizando seu filho, que mesmo novinho já é bem esperto para saber que coisas ruins acontecem em todo lugar.

O melhor que você pode fazer é ouvir às perguntas dele e tentar respondê-las transmitindo tranquilidade e confiança, mas entrando nos detalhes específicos que o preocupem.

Pergunte ao seu filho quais são os maiores medos dele. É bom que ele fale sobre isso. Se ele tiver dificuldade de explicar, leve em consideração os medos a seguir, que são os mais comuns após tragédias:

- Medo de que vá acontecer outra vez.
- Medo de que alguém importante para ele vá se machucar ou morrer.
- Medo de ser separado da família.
- Medo de ser abandonado.

Saiba também que é comum crianças falarem de seus medos para pessoas que elas não conhecem. Em vez de repreendê-las, procure conversar sobre esses medos.

Ressalte as iniciativas de solidariedade e heroísmo Em vez de se focar nas histórias tristes mostradas pela mídia, procure reforçar para o seu filho os exemplos de solidariedade que sempre aparecem em situações de crise. Você pode até incentivar alguma ação, como doar roupas ou brinquedos, se for o caso.

Você pode mostrar o trabalho dos bombeiros, por exemplo, ou enfatizar a mobilização das pessoas no apoio às vítimas.

Se seu filho ainda não fala, dê bastante atenção a ele e brinque Não é porque a criança ainda não sabe falar que ela não sente o clima de tensão quando há uma grande tragédia no noticiário. Para ajudar seu filho, dedique um bom tempo da sua atenção e brinque com ele. Teatrinhos com bonecos, desenhos e livros podem ajudá-lo a se expressar.

Se seu bebê resolver rasgar papeis, essa é uma reação física normal à ansiedade, portanto transforme a rasgação em brincadeira.

Você também pode brincar de fazer a criança "assustar" você. "Se o adulto finge que está assustado, de leve, a criança vai rir e ver que uma pessoa maior também pode ficar numa posição vulnerável", explica a terapeuta Alison Ehara-Brown. "Isso vai ajudá-la a se sentir mais forte e a lidar com os medos."

Preserve a rotina da família Crianças de todas as idades se sentem mais seguras e tranquilas dentro de uma rotina. É claro que não dá para fingir que nada aconteceu, se sua família tiver sido afetada, mas procure pelo menos manter o básico do dia-a-dia na mesma ordem e horário: refeições, hora do banho, hora de ir para a cama.

Essa simples repetição já transmite bastante e calma segurança à criança.


Fonte: Baby Center.
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